terça-feira, 9 de junho de 2009
A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgotículas).
O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos.
A amilase pancreática fragmenta o amido em moléculas de maltose; a lípase pancreática hidrolisa as moléculas de um tipo de gordura – os triacilgliceróis, originando glicerol e álcool; as nucleases atuam sobre os ácidos nucléicos, separando seus nucleotídeos.
O suco pancreático contém ainda o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio, formas inativas em que são secretadas as enzimas proteolíticas tripsina e quimiotripsina. Sendo produzidas na forma inativa, as proteases não digerem suas células secretoras. Na luz do duodeno, o tripsinogênio entra em contato com a enteroquinase, enzima secretada pelas células da mucosa intestinal, convertendo-se me tripsina, que por sua vez contribui para a conversão do precursor inativo quimiotripsinogênio em quimiotripsina, enzima ativa.
A tripsina e a quimiotripsina hidrolisam polipeptídios, transformando-os em oligopeptídeos. A pepsina, a tripsina e a quimiotripsina rompem ligações peptídicas específicas ao longo das cadeias de aminoácidos.
A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas é a enteroquinase. Outras enzimas são as dissacaridades, que hidrolisam dissacarídeos em monossacarídeos (sacarase, lactase, maltase). No suco entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas: os oligopeptídeos sofrem ação das peptidases, resultando em aminoácidos.
No intestino, as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este é atacado pela bile, enzimas e outras secreções, sendo transformado em quilo.
A absorção dos nutrientes ocorre através de mecanismos ativos ou passivos, nas regiões do jejuno e do íleo. A superfície interna, ou mucosa, dessas regiões, apresenta, além de inúmeros dobramentos maiores, milhões de pequenas dobras (4 a 5 milhões), chamadas vilosidades; um traçado que aumenta a superfície de absorção intestinal. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas.
Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo. Os produtos da digestão de gorduras (principalmente glicerol e ácidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo fígado, como ocorre com outros nutrientes. Nas células da mucosa, essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis (triglicerídeos) e envelopadas por uma camada de proteínas, formando os quilomícrons, transferidos para os vasos linfáticos e, em seguida, para os vasos sangüíneos, onde alcançam as células gordurosas (adipócitos), sendo, então, armazenados.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Esôfago
Esôfago humano: importante condutor muscular

O esôfago é um tubo muscular que vai da faringe até ao estômago. Começa a cerca de 15 cm dos dentes incisivos e termina a cerca dos 38 cm. A sua única função é levar os alimentos até ao estômago. Pode ser substituído por outro tubo que faça a mesma função. O esôfago é oco e formado por três camadas: mucosa, submucosa e muscular. A camada mucosa apresenta tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e glândulas mucosas. A camada submucosa contém pequenas glândulas que lançam suas secreções em direção ao esôfago, estas secreções atuam contra agentes infecciosos do meio externo. A camada muscular se divide em externa e interna.

Movimentos peristálticos
Os alimentos são conduzidos ao estômago através de movimentos peristálticos (movimentos involuntários), que fazem com que o bolo alimentar chegue até o estômago.
O esôfago se divide em três partes:
- a porção superior (mais perto da boca)
- a porção média
- a porção inferior (mais perto do estômago)

Doenças do esôfago
- As doenças mais comuns que acometem este órgão são: câncer de esôfago (causado principalmente pelo tabagismo e alcoolismo) e o refluxo gastresofágico (quando os sucos gástricos atingem o esôfago).
Pirose ( queimação )é a sensação de queimadura que sobe do epigástrio ( aonde fica o estômago, pela região retroesternal ( atrás do osso central do tórax ) e que pode chegar até o pescoço. Costuma estar relacionado a alimentos e à posição ( geralmente pioraquando se deita ). Cerca de um terço das pessoas tem esse sintomas uma vez ao mês e7%de todas as pessoas tem esse sintoma diariamente. A grande maioria das vezes a queimação é causada pela doença do refluxo gastresofágico. Só com esse sintoma, é possível realizar o diagnóstico correto da DRGE em 80% dos casos ( valor preditivo positivo ). No entanto, a ausência de pirose não descarta a presença de DRGE, pois apenas 80%dos portadores de refluxo apresentam esse sintoma.

Regurgitação o refluxo de pequenas quantidades de material de sabor ácido para a boca, geralmente após as refeições. Ocorre em cerca de um terço dos portadores da doença do refluxo gastresofágico, mas podem ocorrer ocasionalmente com qualquer pessoa, principalmente após refeições em grande quantidade.

Odinofagia é a dor após engolir, quando o alimento está passando pelo esôfago. Esse sintoma é relativamente raro na doença do refluxo gastresofágico, pois geralmente reflete erosões mais graves ou úlceras, particularmente aquelas causadas por infecções do esôfago ( monilíase, citomegalovírus, herpes e outras ) ou por medicamentos.
Disfagia é a dificuldade de passagem do alimento da boca até o estômago. Deve-se diferenciar a disfagia por um distúrbio da deglutição ( ato de engolir ) da por doenças do esôfago. A disfagia orofaríngea ocorre em até 1 segundo e geralmente é causada por doenças musculares ou neurológicas, mas também pode ser causada por úlceras orais, tumores ou divertículo de Zenker.

Há 4 regiões onde o esôfago é mais estreitado: no seu início, quando ele cruza o arco da aorta, quando está atrás do brônquio principal esquerdo e finalmente quando atravessa a abertura do diafragma.
Curiosidades
Sabiam que a sensação de fome tem origem no esôfago?
A sensação de fome provém de fibras nervosas situadas na porção superior do esôfago e não do estômago, como geralmente se supõe. Quando a região é anestesiada, a fome desaparece por completo. É a razão porque quem cheirar cocaína ou fuma "crack" não se sente fome e emagrecem muito rapidamente.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Faringe

Forma
A forma da faringe é a de um funil irregular, largo em cima, um pouco dilatado na sua porção média em vizinhança com o osso hióide, e estreito em baixo.
Dimensões
Quando a faringe está em repouso, o seu comprimento médio é de quinze centímetros. Quando a faringe se contrai, a sua extremidade inferior eleva-se e o seu comprimento diminui cerca de 3 centímetros. O diâmetro transversal da faringe mede de 4 a 5 cm ao nível da parte média da faringe das fossas nasais, 4 cm ao nível dos grandes cornos do osso hióide. Diminui gradualmente de cima para baixo e não mede mais que 2 cm na extremidade inferior.A faringe é aberta desde a sua extremidade superior até à laringe. Nessa porção da sua extensão, que permite a passagem o ar respiratório, as paredes anterior e posterior encontram-se a 2 ou 3 cm uma da outra.
Configuração exterior e relações
Distinguem-se, na faringe, uma face posterior, duas faces laterais e duas extremidades. À frente, a faringe não possui superfície exterior pois confunde-se de cima para baixo com as fossas nasais, a cavidade bucal e a laringe.
Face posterior
A face posterior, praticamente plana, continua-se de cada lado com as faces laterais formando dois ângulos suaves, os Ângulos da Faringe. A aresta suave destes ângulos marca o limite entre a face posterior e a face lateral correspondente. A face posterior relaciona-se com o espaço retro-faríngeo compreendido entre a faringe à frente, a aponeurose pré-vertebral atrás, e os septos sagitais dos lados.
Faces laterais
As faces laterais inclinam-se para a frente e para dentro, desde os ângulos da faringe até ao seu limite anterior. Estas relacionam-se, de cima para baixo: com o bordo posterior da asa da interna da apófise pterigoideia, com o ligamento ptérigo-maxilar, com a extremidade posterior da linha milo-hioideia, com a face lateral da base da língua, com o grande corno do osso hióide, com o ligamento tiro-hioideu lateral, com o bordo posterior das lâminas laterais da cartilagem tiroideia e com a porção lateral da placa cricoideia.No ponto de vista das relações sexuais , é necessário distinguir duas porções nas faces laterais da faringe, uma superior ou cefálica, outra inferior ou cervical, separadas uma da outra por um plano horizontal tangente ao bordo inferior do maxilar superior. Acima deste plano, as faces laterais da faringe relacionam-se com os órgãos do espaço maxilo-faríngeo: carótida e jugular internas, glosso-faríngeo, pneumogástrico, espinhal, grande hipoglosso e simpático atrás; - parótida, carótida externa e jugular externa à frente. Abaixo deste plano, as faces laterais da faringe relacionam-se com o pedículo vásculo-nervoso do pescoço, o corpo da tiróideia e os seus pedículos vasculares.

Extremidade superior
A faringe está fixa à base do crânio pela sua extremidade superior. A linha de inserção apresenta uma porção média e duas porções laterais. A porção média, curva, côncava à frente, vai de uma espinha do esfenóide à outra, passando pelo tubérculo faríngeo do occipital e, dos lados, imediatamente à frente dos orifícios carotídios do rochedo. As porções laterais dessa linha de inserção, oblíquas para a frente e para dentro, estendem-se ao longo da goteira tubária ou esfeno-petrosa da base do crânio, da espinha do esfenóide à extremidade superior da asa interna das apófises pterigoideias.
Extremidade inferior
A extremidade inferior da faringe corresponde, à frente, ao bordo inferior da cartilagem cricoideia da laringe e, atrás, ao bordo inferior de C6.

terça-feira, 2 de junho de 2009
Órgãos Anexos - Glândulas Salivares
As glândulas salivares
A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual:

Imagem: www.webciencia.com/11_11glandula.htm
- Glândula parótida - Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.
- Glândula submandibular - É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.
- Glândula sublingual - É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.
O sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas (como mostra a figura do lado esquerdo), levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago. Através dos peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias.
Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem do alimento para o interior do estômago.
Boca




segunda-feira, 1 de junho de 2009
Órgãos Anexos - Pâncreas


O pâncreas exócrino secreta enzimas digestivas, reunidas em estruturas denominadas ácinos. Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos, por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que desemboca no duodeno, durante a digestão.
Secreta os hormônios insulina (quando não é produzida em quantidade suficiente, dá origem a diabetes) e glucagon (hormônio com a regulação dos níveis de açúcar no sangue), reunidas em estruturas denominadas Ilhotas de Langerhans, cujas células beta secretam a insulina e as células alfa secretam o glucagon. Os hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans caem diretamente nos vasos sangüíneos pancreáticos.
Doenças
O pâncreas pode ser atingido por inflamação (pancreatite), por tumores, cálculos, cistos e pseudocistos (bolsas líquidas, geralmente conseqüentes a traumatismo); algumas dessas alterações desempenham importante papel na gênese do diabete.

Sistema Digestório
O nosso sistema digestório é dividido em 8 partes:
Boca
Esôfago
Estômago
Faringe
Intestino Delgado
Intestino Grosso
Ânus ou Reto
Glândulas Anexas
Cada parte desse sistema tem uma função, e uma forma anatomica e fisiológica. Que serão vistas particularmente nos outros tópicos.
Aqui iremos abordar Sistema Digestivo no geral, qual sua função e qual o percurso que os alimentos tem que fazer, da entrada até a saída do sistema.
Como o nome já deixa dito, a função desse sistema é fazer a digestão dos alimentos, a qual começa na boca, através da mastigação e da salivação. Essa digestão feita na boca pode ser divida em duas, a mecânca, que seria o ato da mastigação, e a química, que seria a salivação com a "quebra" de carboidratos. Após começada essa digestão o alimento é levado até o Estômago através de movimentos peristáuticos, passadando pela Faringe e pelo Esôfago, ao chegar começa uma nova digestão, também mecânica e química, porém muito mais química que mecânica, a química é feita pelo suco gástrico, fazendo a "quebra" de proteínas, e a mecânica pelos movimentos peristáuticos. Depois do estômago ele (o alimento) vai para o intestino delgado, onde começa-se a retirada de nutrientes, passando para o intestino grosso, com a retirada de água e formação do bolo fecal, por fim sendo expelido pelo ânus.
Neste caminho percorrido pelos alimentos ocorre a "quebra" das proteínas, carboidratos e gorduras. A primeira "quebra" é a dos carboidratos, logo que é colocado na boca, suas particulas começam a ser "quebradas" quimicamente pela saliva, que é liberada pela glândula salivar, e se dão até o fim desse processo. Já no estomago começa a "quebra" das proteínas, através do suco gástrico que existe em grande quantidade no estômago, e continua-se a "quebra" dos demais nutrientes. No intestino delgado continua-se esta "quebra" assim fazendo com que o corpo aproveite ao máximo, após o alimento já devidamente "quebrado" e aproveitado, passa para o intestino grosso onde ocorre a absorção de água. Lembrando sempre que todos esses nutrientes, gorduras, proteínas e carboidratos são absorvidos e transportados para o nosso sangue e levados a todas as células de nosso corpo. A parte que nosso corpo não utiliza de tudo que ingerimos é descartada através das nossas fezes.
